Flipiri 10ª Edição - Brasil Plural

AUTORES HOMENAGEADOS

IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO - Foto:Fernando Rabelo

IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO

Romancista, contista, cronista e jornalista, nascido em Araraquara, São Paulo, em 1936, é um dos maiores nomes de literatura brasileira. Mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras, eleito em março de 2019, possui vasta produção literária, tendo sido traduzido para diversas línguas. Recebeu, entre alguns prêmios, o Jabuti em 2008. Filho de um funcionário de estrada de ferro, cursou o primário e o ginásio na cidade natal. Adolescente cinéfilo, começou a escrever críticas de cinema para jornais locais, ainda aos 16 anos. Mudou-se para São Paulo em 1957, contratado como repórter do jornal Última Hora.

Aficionado por cinema, foi à Itália, estudar roteiro na Cinecittà. Na volta ao Brasil, estreia na literatura com a coletânea de contos Depois do sol, de 1965. Três anos depois vem o primeiro romance, Bebel que a cidade comeu, adaptado para o cinema pelo diretor Maurice Capovilla (1936). No mesmo ano, ganhou o Prêmio Especial do 1º Concurso Nacional de Contos do Paraná por Pega ele, Silêncio, outra coletânea de contos.

Trabalhou para as revistas Ralidade, Setenta e Planeta. Seu romance Zero, eleito um dos 100 melhores do Brasil no século XX, foi publicado primeiro na Itália; no Brasil, acabou censurado pela ditadura militar em 1975 e só liberado em 1979. Depois que o romance foi publicado, Loyola deixou o jornalismo para se dedicar à literatura. A convite da Fundação Fullbright, vai aos Estados Unidos como conferencista. Publica o romance Não verás país nenhum (1981) e viaja para Berlim, a convite da fundação cultural Deutscher Akademischer Austauschdienst, onde vive por 16 meses.

De volta ao Brasil, publica Cabeças de segunda-feira (1983), contos, e O verde violentou o muro (1984), baseado na experiência alemã, e mais uma série de livros, entre romances, contos, crônicas, infantis e memórias. Em 2008, com o romance O menino que vendia palavras, Loyola Brandão ganhou o Prêmio Jabuti. É autor de obras referenciais como O beijo não vem da boca.

Ignácio de Loyola Brandão gosta de viajar. Diz que a estrada o deixa feliz. Só em 2012, passou por 46 cidades. Entre elas, a pequena Ocara, no interior do Ceará, onde recebeu de uma senhora um pote de mel. O presente o deixou profundamente emocionado e acabou por dar título ao livro que reúne esses relatos de viagem.

Viagem sempre se traduz em descobertas, experiências, reflexões. Cada percurso reserva surpresas. Foi a partir destas vivências que o escritor escreveu O Mel de Ocara, livro que inspirou o tema da 6ª FLIPIRI. Na obra, o autor – que procura sempre estar presente aos eventos literários Brasil afora – revela paisagens, comidas, falas de um país continental e diverso.

ADRIANO CÉSAR CURADO

ADRIANO CÉSAR CURADO

Filho de Luiz César da Trindade Curado e de Adelaide Marta de Pina Curado, nasceu em Anápolis (GO). Casado com a escritora Thais Valle Brito Curado. Tornou-se bacharel em Direito, em 1994, pela Faculdade de Direito de Anápolis/GO. Concluiu sua Pós-Graduação em Direito Civil, em 2000, pela Associação Educativa Evangélica, em Anápolis. Inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de Goiás. Lecionou Língua Portuguesa no Colégio Estadual Com. Cristóvão de Oliveira, em Pirenópolis, no ano de 1995. Tornou-se presidente do Conselho da Comunidade da Comarca de Pirenópolis/GO, entre os anos de 1999 e 2002. Exerceu o cargo de assessor jurídico da Prefeitura Municipal de Pirenópolis entre os anos de 2001 e 2002. Como ator, participou do teatro de revista As Pastorinhas em 1990, interpretando o personagem Lusbel.

Obras: Biografia do Mestre Propício; Paixão de caboclo (conto), Goiânia, em coautoria com Luís Eduardo Barros Ferreira; Travessia (novela) – Prêmio Bolsa de Publicações Cora Coralina 2000; Almas gêmeas (poemas), em coautoria com Thais Valle – Coleção Goiânia em Prosa e Verso; Cavalhadas no largo (contos); Deus mora no seu interior; Chuva de estrelas (contos); O tropeiro (novela); Os Carapinas dos Pireneus (biografias).

AUTORES HOMENAGEADOS

CRISTINO WAPICHANA

Cristino Wapichana é natural de Boa Vista (RR). Músico, compositor, escritor premiado e contador de histórias, desenvolve atividades e vivências culturais, educativas e recreativas sobre a cultura indígena orientadas para crianças e jovens. Venceu o 4°Concurso Tamoio de Literatura pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) 2007 com o texto A onça e o fogo. Foi Menção Honrosa em 2014 no Concurso Tamoio. Recebeu a Medalha da Paz 2014 do Movimento União Cultural. Indicado ao Prêmio da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República em 2008 e 2014 pelos trabalhos relevantes em prol da cultura indígena brasileira. Prêmio Literatudo Monteiro Lobato 2015 do Movimento União Cultural. Livros publicados: A onça e o fogo (Ed. Manole, 2009), Sapatos trocados (Ed. Paulinas, 2014, selo altamente recomendável da FNLIJ 2015), A oncinha Lili (Ed. Edebê, 2014) e A boca da noite (Zit, 2016, terceiro colocado no 59º Prêmio Jabuti em 2017, categoria livro infantil, e Estrela de Prata do Prêmio Peter Pan em 2018).

ELIANE LAGE

Filha de pai brasileiro e mãe britânica, a neta de franceses, Eliane veio para o Brasil aos seis meses de idade. Desde jovem trabalhou com crianças carentes, principalmente na favela Dona Marta. Insatisfeita com suas limitações, foi estudar na Inglaterra e, de lá, mudou-se para a Grécia, onde prestou auxílio em um campo de concentração de crianças gregas durante a guerra civil. De volta ao Brasil em 1950, pensava em retomar o trabalho na comunidade de Dona Marta quando foi convidada por Tom Payne para fazer um teste para o filme Caiçara. Aceitou fazer o filme – contrariada, pois não planejava ser atriz, mas estava apaixonada por Tom Payne, com quem se casaria em 1951, teria três filhos e viveria por 15 anos. Depois do sucesso de Caiçara, Tom a convenceu a filmar Ângela em Pelotas. Era o início de sua breve, porém importantíssima, carreira cinematográfica. Logo veio a consagração em Sinhá Moça (1953), que valeu consagração internacional e prêmio da crítica a Tom Payne no Festival de Berlim. Em 1957, ela e Tom fizeram um programa semanal de curta duração (seis semanas), A vida com Eliane, na TV Tupi, experiência que considerou decepcionante, e nunca mais quis fazer televisão. Eliane morou no Rio, em São Paulo, Guarujá e Petrópolis. Desde 2008, vive em Pirenópolis. Escreveu uma autobiografia, Ilhas, veredas e buritis, publicada em 2005, pela Editora Brasiliense.

JOSÉ DE ALMEIDA JR.

Defensor público do Distrito Federal, José Almeida Júnior fez a estreia dos sonhos de qualquer escritor. Natural de Mossoró (RN), ganhou o Prêmio Sesc de Literatura, o que possibilitou a publicação de Última hora, seu primeiro trabalho a chegar ao mercado por um grande selo, a editora Record. Também finalista do Jabuti, Almeida Júnior gosta de mergulhar no universo da ficção munido de fatos históricos. No primeiro romance, imaginou como protagonista um jornalista ameaçado por Getúlio Vargas e que acaba trabalhando num jornal que apoia o então presidente. Agora, é a vez de abordar o maior romancista brasileiro. Em O homem que odiava Machado de Assis, lançado este ano, o protagonista é filho de uma família rica no Brasil do fim do século XVIII e início do XIX. Na adolescência, uma desavença com o futuro escritor marca o narrador, que vai embora do Brasil para estudar e retorna anos depois envolvido em um quiproquó amoroso do qual Machado também faz parte.

LUCÍLIA GARCEZ

Mestre em Teoria da Literatura pela UnB, a professora Lucília Helena do Carmo Garcez é doutora em Linguística Aplicada ao Ensino de Línguas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.  Foi professora de Língua Portuguesa do Instituto Rio Branco de formação de diplomatas. É autora de A escrita e o outro e de Técnica de redação – o que é preciso saber para bem escrever. Sua produção em literatura infanto-juvenil em parceria com o artista plástico Jô Oliveira inclui Luiz Lua, O sorriso do gato, Notícias do Descobrimento e As aventuras de Hans Staden entre os índios do Novo Mundo. Participou da Antologia Cartas o Poeta Dormindo – João Cabral de Melo Neto. Coordenou o Programa de formação continuada de professores em início de escolarização – PRALER. Elaborou o material didático de língua portuguesa do Programa PROJOVEM, da Presidência da República. Recebeu a Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho – grau Comendador. Colabora com jornais de Brasília, especialmente com o Correio Braziliense. Participa de programas de qualificação de professores e de incentivo à leitura, como o PROLER, da Biblioteca Nacional. Lucília também integra a curadoria da Festa Literária de Pirenópolis há 10 anos e coordena um clube de leitura há sete anos. Faz parte do Instituto Casa de Autores.

MARIETA DE SOUSA AMARAL

Marieta de Sousa Amaral é membro da Academia de Letras, Artes e Música de Pirenópolis. Em 2008, publicou seu primeiro livro de poesias, Majestade Sabiá. Participa de diversos eventos, contando histórias e declamando poesia em Pirenópolis e arredores. É mestra Griô no Ponto de Cultura COEPi. Foi contemplada com o prêmio Mestres da Cultura Popular do Ministério da Cultura em 2018 e com o projeto de publicação de Naqueles tempos pelo Fundo Municipal de Arte e Cultura de Pirenópolis.

VERA MARIA TIETZMANN SILVA

Graduada em Letras (Português/Inglês) pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos em 1967, com especialização em Língua Inglesa pela PUC de Minas, especialização em Leitura e Literatura Infantil pela UFG e mestrado em Letras (Literatura Brasileira) pela UFG (1984), Vera Tietzmannn atualmente é professora titular de Literatura Infantil da Universidade Federal de Goiás, atuando principalmente com questões ligadas à leitura e à literatura infantil. Recebeu os seguintes prêmios: em 2007, Selo Altamente Recomendável – Livro teórico, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Em 2005, o Troféu Goyazes Nelly Alves de Almeida, da Academia Goiana de Letras. Em 1998, a Medalha Lúcia Miguel Pereira, da UBE Rio. Em 1998, a Medalha Wendel Santos, do Conselho Estadual de Cultura de Goiás. Em 1995, o Prêmio José Cabassa, da UBE Rio. E em 1986, o Prêmio Guararapes, da UBE Rio.

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