Flipiri 10ª Edição - Brasil Plural

Brasil Plural

Evento investe na formação de leitores, em programação com mais de 100 atividades.

O prazer da leitura, a descoberta de novos mundos e a aventura do conhecimento vão alimentar mais uma edição da Festa Literária de Pirenópolis – FLIPIRI, que inscreveu o Centro-Oeste como destino literário no país. Com entrada franca, o evento acontece de 21 a 24 de agosto, no Centro Histórico da charmosa cidade turística de Goiás. “Brasil Plural” é o tema eleito para a celebração de uma década do evento, numa programação que vai homenagear o escritor, contista, romancista e jornalista brasileiro Ignácio de Loyola Brandão e o escritor Adriano César Curado, além de apostar num amplo programa de formação de leitores.

Serão proporcionadas, ao todo, mais de 100 atividades gratuitas, entre palestras, lançamentos de livros, encontros com escritores, shows musicais, filmes, debates, visitas de autores a escolas, exposições, contação de histórias, sessões de autógrafos, oficinas pedagógicas para professores da rede educacional, mesas de autores independentes, caminhadas poéticas, saraus e oficinas, sem falar nas oficinas de ilustração do Encontro de Ilustradores, que distingue a FLIPIRI de todas as demais festas literárias do país. Além de Ignácio de Loyola Brandão, que participa da Mesa FLIPIRI 10 anos, na sexta-feira, os autores e ilustradores convidados são Adriana Nunes, André Cerino, Cristino Wapichana, Eliane Lage, Fernando Lopes, Hector Ângelo, José de Almeida Júnior, Lucília Garcez, Marieta de Sousa Amaral, Roger Mello, Vera Tietzmann e Valdério Costa.

O trabalho começou há algum tempo, com a FLIPIRI Itinerante, que consiste na visita de autores às escolas da região, para leitura de obras e conversas. Sob a curadoria da escritora, livreira e produtora Íris Borges, esta edição comemorativa reforça a aposta no poder transformador da palavra, bem como na expansão de horizontes políticos, econômicos, sociais e culturais por meio dos livros – sobretudo num momento da vida brasileira marcado por fechamento de livrarias, falência e endividamento de editoras, e escritores abraçando outras atividades para sobreviver.

Além disso, a promoção da literatura independente é fator norteador do conceito curatorial da FLIPIRI. A curadoria aposta na pluralidade e numa atmosfera contemporânea para festejar esta década de realizações no universo do livro, da leitura e da literatura. Para tanto, foram convidados autores e ilustradores de importância nacional, regional e local. A proposta promove a literatura independente e valoriza apresentações e expressões culturais que consolidam a identidade festiva e democrática do evento.

“Já passa da hora de esses escritores saírem da cena marginal e serem incluídos nos eventos literários, ainda que não tenham vínculos com grandes editoras. A FLIPIRI chega à sua 10ª edição como um respiro de esperança e boas expectativas”, afirma o produtor geral da festa, Gedson Oliveira. Desde que foi criada, em 2009, a feira vem mudando o quadro de interesse dos jovens leitores da região de Pirenópolis. Nas primeiras edições, os alunos se atinham a questões pessoais dos autores; hoje, as observações versam sobre obras, com discussões sobre construção de personagens, estilo e conteúdo.

Essa sensibilização do olhar das novas gerações se consolida na diversidade e no respeito à pluralidade, pilares que revelam o “Brasil plural” que dá nome à décima edição da festa. “Somos um país diverso, o resultado do encontro de índios, portugueses, negros, imigrantes italianos, alemães, orientais, árabes… Várias etnias compõem a nossa natureza miscigenada. Por isso nossa cultura é tão rica e a literatura para crianças e jovens apresenta aspecto multifacetado”, destaca a curadora Íris Borges.

A 10ª FLIPIRI é uma realização da Casa de Autores, da Prefeitura de Pirenópolis e do Instituto Pireneus. Conta com apoio da Saneago, Secretaria Municipal de Educação e Secretaria Municipal de Cultura. “Além de comemorar uma década de realizações, vamos homenagear nossa diversidade, nossa pluralidade de manifestações artísticas. Venham ler com a gente!”, convida Íris.

NOVOS AUTORES E COLABORADORES LOCAIS

A FLIPIRI também tem incentivado o surgimento de novos autores locais, além da ampliação da produção literária dos artistas que já atuavam na cidade. Na edição de 2016, por exemplo, o evento proporcionou à Academia Pirenopolina de Artes, Letras e Música (Aplam) a publicação de uma coletânea com textos de escritores locais. Em 2017, a mesma Aplam realizou concorrido sarau poético, atividade que se repetirá na edição de 2019.

As coordenações curatorial e geral contratam, também, equipe de produção composta por profissionais locais, com a finalidade de fomentar não só o livro, a leitura e a literatura, mas a atuação de pessoas capazes de desenvolver projetos culturais na região, capacitando e valorizando mão de obra e talentos da cidade.

Flipiri 10ª Edição - Brasil Plural

TRABALHO COM PROFESSORES

Para a curadoria da FLIPIRI, pouco adianta desenvolver o processo de leitura apenas com os alunos das escolas públicas. É necessário preparar também os coordenadores e professores para consolidar o aprendizado durante todo o ano. Para tanto, o evento utiliza, como ferramenta, oficinas e seminários literários voltados para esse público, além de doar, a cada edição, entre 1.200 e 1.500 livros para as bibliotecas públicas escolares.

A 10ª FLIPIRI vai seguir com esse trabalho de inclusão social, conduzido com os propósitos de despertar o gosto pela leitura, ampliar o horizonte do letramento e aperfeiçoar a recepção literária. Bibliotecas públicas, incluindo a APAE, a Creche Aldeia da Paz e Biblioteca Municipal, receberam um total de 15 mil obras, entregues e disseminadas ao público ao longo de nove anos.

“As festas literárias não devem usar o lugar que as recebe apenas como cenário. É preciso envolver cada vez mais a comunidade local, inclusive os participantes da cena cultural da região. A comunidade deve participar da escolha dos temas, comprometer-se com a produção cultural, sentir-se beneficiada e empoderada pelas ações ali promovidas, principalmente porque quem financia boa parte desses eventos é o poder público, em suas diferentes esferas”, frisa Gedson.

A produção da FLIPIRI ressalta a importância do apoio da Prefeitura de Pirenópolis, nesses 10 anos de evento. “Se não houvesse a parceria do município, principalmente por meio da Secretaria de Educação, os objetivos do projeto não seriam alcançados”, pontua Gedson.

MARATONA DE HISTÓRIAS

 Atividade que já virou tradição, a Maratona de histórias reúne contadores, escritores e leitores em torno da contação ininterrupta de histórias. Num palco no centro do espaço da FLIPIRI, acessível a todo o público, contadores contam, cantam, representam e encantam a plateia de todas as idades.

Ouvir histórias contadas por pessoas especializadas é um momento de encantamento para crianças e adultos. A magia das narrativas envolve o imaginário com personagens, tramas, intrigas e enredos – e provoca curiosidade, alegria, medo, emoções, surpresas, suspense, sustos e prazer. A contação de histórias influi em todos os aspectos da educação da criança. Na afetividade, desperta a sensibilidade e o amor à leitura; na compreensão, desenvolve a leitura rápida e a compreensão do texto; na inteligência, desenvolve a apreensão de termos e conceitos e a aprendizagem intelectual.

A literatura infantil é um caminho que resulta em significativos ganhos, visto que leva a criança a desenvolver a imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa. É importante para a formação ouvir muitas e muitas histórias: é por meio dos livros e contos infantis que a pessoa enfoca a importância de ouvir, contar e recontar.

Fale conosco

Preencha o formulário abaixo, que logo te responderemos.